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Crianças eram colocadas em sacos de lixo por ordem da professora

Samuel Cintra 06/12/2017 16:48

As duas estagiárias que trabalhavam na Creche Pré Escola Célia Teixeira Ferracioli em Restinga (SP) prestaram depoimento na manhã desta quarta-feira (6) na sede da Delegacia de Investigações Sobre Entorpecentes (DISE) em Franca (SP).

O local foi alterado a pedido do próprio delegado, Eduardo Lopes Bonfim, que é o responsável pelas investigações com objetivo de garantir tranquilidade durante a apuração dos fatos. As jovens de 17 e 18 anos estiveram acompanhadas de seus advogados e admitiram que os alunos eram colocados em sacos de lixo.

Segundo o delegado, as estudantes confirmaram que receberam ordens da professora, Silma Lopes, para que aquelas crianças indisciplinadas fossem punidas. Uma das estagiárias chegou a declarar que se recusou a prática e teria jogado o saco plástico no chão.

Estudantes estiveram acompanhadas de advogados durante depoimentos/ Foto: Marcos de Paula

Elas ainda disseram que sofriam ameaças de demissão caso não respeitassem as determinações. O advogado, Rafael Spirlandeli, que defende a jovem de 18 anos, não deu muitos detalhes do depoimento, mas disse que houve colaboração da cliente.

“Ela respondeu todas as perguntas que o delegado questionou ela, que ela presenciou (os fatos) isso ela presenciou e isso esta nas imagens. As investigações ainda estão correndo, então a gente não pode ainda divulgar os fatos que já temos esclarecidos” explicou o advogado.

Veja o que ele disse:

Spirlandeli ainda acrescentou que não acredita que existam provas suficientes para que os envolvidos sejam indiciados por crime de tortura. A professora, Silma Lopes, e a substituta, Priscila de Melo, também eram aguardadas para esclarecimentos, mas não compareceram a delegacia.

O advogado, Denilson Pereira de Carvalho, que defende Silma Lopes disse que a cliente nega as denúncias, e que ela não vai se manifestar até que ele tenha conhecimento de todo processo e inclusive solicitou todo o conteúdo das imagens das câmeras de segurança.

“A medida que eu tiver acesso ao conteúdo do processo certamente ela vai falar, mas nós inclusive após verificar a íntegra dos vídeos e não informações parciais, editadas e picotadas não há por enquanto como falar uma linha de defesa” disse Carvalho.

Veja o que ele disse:

Uma das estudantes ainda disse que os sacos de lixo não eram as únicas formas usadas dentro da sala de aula. As educadoras também deixavam uma raquete em cima da mesa durante as aulas por orientação da professora.

 “Ela alegou que a raquete ela apenas batia em cima da mesa como forma de chamar atenção e fazer barulho para as crianças ficarem quietas. Não usada como forma de ameaçar e bater com a raquete nas crianças. É o que as imagens mostram, que ela em nenhum momento ela levantou ou ameaçou as crianças com a raquete” disse o delegado.

A unidade atende crianças desde o berçário até os 6 anos de idade. As denúncias chegaram após pais que procuraram o conselho tutelar para relatar os abusos cometidos pelas educadoras. As imagens das câmeras de segurança confirmaram as versões apresentadas pelos familiares e o caso foi encaminhado à Polícia Civil.

“Os fatos ocorreram e que eram por ordem da professora Silma como método pedagógico, meio esquisito, meio sem nada haver com o tipo de educação que deve ser dado as crianças, e também acho que um castigo desse nenhum filho de ninguém merece” disse o Bonfim.

As declarações foram feitas ao repórter Samuel Cintra ao vivo no Programa Pop News Imperador, o seu jornal na hora do almoço que vai ao ar diariamente das 11h as 12h pela Rádio Imperador AM 920. 

Ouça a entrevista completa: 

As professoras devem ser ouvidas na próxima semana, as datas e horários, não foram definidos.  Elas respondem por maus tratos e durante as investigações se ficar provado podem ser indiciadas por tortura.


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